Curiosidades


de Reinaldo José Lopes editor de "Ciência e Saúde" do jornal Folha de São Paulo.


O chinês Sun Tzu (544 a.C.-496 a.C.) pode ter levado a fama de pai da estratégia militar com seu livro "A Arte da Guerra". Para o americano Mark Moffett, contudo, seria bem mais justo que o título ficasse com as formigas.


Formigas em combate tomam decisões democraticamente


Pesquisador do Museu Nacional de História Natural dos EUA e fotógrafo de mão cheia, Moffett roda o mundo há décadas documentando o comportamento das criaturas.


Em seu livro "Adventures Among Ants" ("Aventuras Entre Formigas", ainda sem tradução para o português) e em artigo na revista "Scientific American" deste mês, ele defende que esses insetos sociais são o único tipo de animal que guerreia de forma semelhante aos Estados organizados por seres humanos.


Ou seja: milhares de indivíduos em formação cerrada, apostando tudo num confronto que pode significar a vitória ou a aniquilação.



QUESTÃO DE ESCALA


Muitos outros animais, como chimpanzés e lobos, envolvem-se em escaramuças "de fronteira" ou tocaias, mas nem chegam perto da escala homérica que caracteriza humanos e certas formigas, diz.


Entre as mais belicosas estão as asiáticas Pheidologeton diversus, ou formigas-saqueadoras, e as espécies de formiga-correição, como a Dorylus nigricans, da África.


As colônias desses bichos são a versão invertebrada dos hunos ou do exército de Gêngis Khan: hordas numerosíssimas (com até milhões de indivíduos), extremamente móveis, que não deixam pedra sobre pedra em seu caminho.


Mas elas não são devastadoras por mera força bruta. Sua primeira vantagem estratégica é a formação cerrada, ou seja, a capacidade de empacotar muitas formigas na frente de batalha, criando uma muralha impenetrável de soldados. É o que faziam os antigos gregos e macedônios, por exemplo.


As formigas-saqueadoras, além disso, desenvolveram seu próprio batalhão de operações especiais.


Enquanto o grosso do ataque depende de operárias diminutas, que existem em grande número e são relativamente descartáveis para o formigueiro, os golpes de misericórdia nos inimigos mais parrudos são dados por "capitãs" enormes, que chegam a ser 500 vezes mais pesadas que as "soldadas rasas".


De quebra, elas ainda servem de "tanque", carregando as operárias menores para a frente de batalha.


ALMA DO NEGÓCIO


Guerra psicológica? Formigas que escravizam outras espécies a praticam também, "bombardeando" o formigueiro alheio com substâncias que deixam suas inimigas em pânico.


Para Moffett, os motivos que levaram algumas espécies de formigas a adotar a guerra total são muito parecidos com os que operaram nos Estados humanos.


"As sociedades menores são mais flexíveis e acabam se mudando quando o conflito aparece", disse o pesquisador à Folha. "Já as maiores conseguem armazenar mais comida, força de trabalho e tropas de reserva, criando estradas, infraestrutura complexa e exércitos para conquistar suas rivais", explica.


*"ADVENTURES AMONG ANTS: A GLOBAL SAFARI WITH A CAST OF TRILLIONS"

AUTOR Mark Moffett

EDITORA University of California Press

QUANTO US$ 16,47


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1027593-formigas-usam-estrategia-militar-para-acabar-com-inimigos.shtml




O cientista indiano Mohamed Babu, 53, criou fotos incríveis de formigas coloridas, depois de fazê-las beber água misturada com açúcar e anilina de comida. Babu realizou o experimento ao reparar que as formigas, que têm a “pele” do abdômem translúcida, ficavam brancas após beber leite derramado na pia de sua cozinha. Durante a sessão de fotos, Babu notou ainda que as formigas preferiam o amarelo e o verde a azul e vermelho, ele contou ao jornal britânico “Daily Mail”.

Formigas Coloridas 01
Formigas Coloridas 03
Formigas Coloridas 02


Fonte: http://antoniofarinaci.blogosfera.uol.com.br/2011/08/18/cientista-indiano-cria-formigas-coloridas

 



Em algumas regiões do Brasil o povo utiliza a içá ou tanajura para preparar petiscos que são preparadas de diversas maneiras: torradas como amendoim, assadas, em paçoca com farinha de mandioca ou de milho, etc.


Já na China, adoram uma sopa de formigas, que pode ser servida com vinho também com formigas, até feijão com formigas. Eles dizem que gostam muito, pois são muito saborosas, e servem para tratar muitas doenças. 


Não se sabe realmente se curam lá na China, mas por aqui, os biólogos dizem que as rainhas-saúvas são muito nutritivas, além do que, alguns índios, em época de escassez de alimento, comem soldados e operárias da saúva. Comem somente a cabeça jogando o corpo fora.



 



Em algumas regiões a população faz um tipo de infusão de saúva em cachaça para usar em partes do corpo com problemas de reumatismo; já a içá comida é considerada como afrodisíaco.


Saúvas podem ser utilizadas na suturação de feridas. Os Índios da Guiana coletam soldados de saúvas, aplicam suas mandíbulas aos lábios da ferida, que são mantidos juntos. As formigas mordem, seus corpos são arrancados, e a fileira de mandíbula permanece até que a ferida cicatrize.


Um tipo de formiga, chamada Tocandira (Paraponera clavata) é uma formiga grande, cerca de 22 mm de comprimento e extremamente agressiva. Sua picada é muito dolorida e pode fazer um homem rolar no chão de tanta dor, que pode durar até 20 horas. Algumas tribos de índios empregam as picadas de tocandiras em cerimônias de iniciação e como prova da virilidade de candidatos ao casamento.