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CitrusBR apresenta programa para reverter tendência de queda de consumo do suco de laranja, no mercado internacional.



  • Campo no Campus
 



Por José Luiz Tejon Megido


Com muito mais sensores sendo inventados e usados no mundo, passamos a auscultar, medir e saber coisas que ignorávamos. Mais rastreabilidade, mais análise sensorial, la vamos no agribusiness com  um dos desafios dentre os 7, de significativa importância e predominância : O REINO DE AVATAR. Uma geração de clientes e de consumidores cada vez mais sensíveis e sensibilizados pelas informações da sustentabilidade em todos os níveis. A Coca Cola manda analisar os lotes de suco de laranja que recebe para processar seus refrigerantes e detecta resíduos de Carbendazin, por exemplo.  Esse defensivo é usado para o controle da pinta preta na laranja. Ela fica não estética, porém o aspecto da saudabilidade passa a contar. E se tem algo que a Coca Cola, e todos os processadores e redes de varejo do mundo, não querem, é ter problemas com reclamações e riscos de saúde dos seus clientes. Portanto, estabelece-se a discussão, e os técnicos vão debater, se 30 partes por bilhão na laranja,  é nocivo ou não, e por que o Japão aceita 3 mil, e a Europa 200 partes por bilhão, e o que vão fazer com os Estados Unidos que tem na sua regra zero, ou 10, o que é praticamente zero ? Um desafio crescente é exatamente esse dos sensores e da ampliação da sensibilidade e de baixíssimos limiares à questão da saúde humana e do planeta.


O segundo desafio é sobre as terras agricultáveis. O mundo precisará dobrar sua oferta de alimentos e de energia renovável. Os dados da FAO dizem que 70% desse aumento virá da tecnologia, 10% da intensidade de ciclos agrícolas na mesma área e os restantes 20%,  esses sim - advindos de novas áreas agrícolas. Quer dizer, terra passou a valer ouro. A expansão de novas fronteiras ficou limitada e a relação de posse das terras agricultáveis muda de figura, sendo um dos ativos que mais valorizaram no mundo nos últimos 5 anos. O Brasil ao lado do Sudão, na África,  são as duas reservas maiores do planeta, neste quesito. O terceiro desafio é o da população : gente. Crescemos à proporção de 4 novos nascimentos por segundo. Seremos 9 bilhões, já somos 7 bilhões. E este novo habitante está completamente conectado e inter-ligado. A internet amplia a ética situacional do passado, e além das conexões via celulares, computadores, televisores, ela vem ai agora na nova Internet das Coisas. Quer dizer, no chuveiro, no micro ondas, no fogão, no carro etc. O quarto desafio é não só a produção alimentar, que deve dobrar, mas a qualidade da mesma. Matérias primas produzidas a partir do campo passam a importar cada vez mais na análise percebida das marcas dos processadores e distribuidores de alimentos, fibras, energia , proteínas e demais derivados do agronegócio. Alimento e energia , sua produção, distribuição e percepção pelos mercados interconectados se transformam em um novo desafio para a gestão de toda a cadeia de valor, desde o antes, passando pelo dentro e pelo pós porteira das fazendas.


O 5º. Desafio á a inovação, a adoção, a gestão da tecnologia e seu ciclo de vida. O problema não é mais contar com uma tecnologia avançada, a necessidade é que precisamos contar com mais do que uma. Essa diversidade tecnológica de ponta vai exigir de agricultores, da industria química, mecânica, da genética, e dos processadores um nível de diálogo “ online “ . A área acadêmica, a escola e a pesquisa pública não resistirão á ausência de velocidade, bem como a governança do agronegócio será cada vez mais fundamentado nos conselhos setoriais. Na tecnologia,  as reservas dos germoplasmas locais será fator de gestão de risco e de segurança ambiental, político e de interesse nacional. O 6º. Desafio é a questão : Quem será o produtor rural em 2022 ? Daqui a 10 anos, quem será, como serão, quantos existirão ?  Quais os segmentos, os nichos ? Qual as competências desse novo quadro humano de produtores para os próximos 10 anos ?  O presente passou a ser o resultado do futuro. O que já temos agora, quais os sinais que já captamos neste instante que nos revelam a jornada e a janela do amanhã ? Antever os movimentos é um desafio essencial para todos os agentes envolvidos no agribusiness, e que será fundamental para a construção de “ brands “ que resistam ao tempo. Produto é o que fazemos na industria ou no campo, marca é aquilo que construímos na mente apaixonada dos seres humanos. E, se o produtor é esse universo a ser revisto, incluindo a imprevisibilidade cíclica do mundo, onde numa crise européia, por exemplo, começamos a assistir um êxodo ao contrário : urbanos abandonam as cidades e iniciam novos negócios no campo; as velhas “ quintas “ passam a ser vistas como fontes de qualidade de vida, e também, de empreendedorismo; se isso tudo configura uma das questões que mais intrigam os atuais executivos gestores dos agronegócio, entra aqui o 7º, desafio : Marketing. O velho e bom marketing:  agronegocio sem marketing é só agro, sem negócio: que significa colocar a mente humana de todos os stakeholders no centro das mesas de decisões dos negócios, e do agronegócio. O quanto sabemos desse exército de novos clientes oriundos da base da pirâmide planetária ? Desses atuais 7 bilhões, praticamente a metade é de novos entrantes. Se o macarrão, por exemplo, tem penetração e capilaridade em 100% das residências do Brasil, e somos o 3º maior mercado do mundo nas massas, é agora, com  a ascensão da classe C, quase 100 milhões de consumidores ávidos pelas vontades consumistas, que começou a haver a penetração das novas massas recheadas. Do “ spaghetti “ ao caneloni é a jornada que já está em veloz penetração. E, da mesma forma nas carnes,  leite,  hortifrutis, fibras, cana, cacau, arroz ... ou seringueiras .


Terra, Pessoas, Alimento e energia, O Reino de Avatar, Tecnologia, O produtor do futuro, e o Marketing. A síntese dos 7 desafios do agribusiness. Como será 2022 ? 10 anos à frente do nosso tempo ?


O diálogo com a sociedade é fator “ sine qua non “ por parte de todos os agentes envolvidos no agronegócio, e construir empresas com uma nova inteligência pedagógica passa a ser vital. Na educação antiga éramos levados a primeiro pensar, depois fazer e se desse um dia na vida : sentir. A expressão lúdica, moderna, começa pela arte do fazer, ao fazer sentimos e ao sentir pensamos. Essa prudência é sagrada para não cairmos nos grandes erros das decisões de líderes bem intencionados ,mas que caem no pecado das distrações. A velocidade mudou, é quase instantânea e todos esses 7 macro desafios do agribusiness precisam estar embalados pela altíssima velocidade de um novo hibrido: Faz, sente e pensa.


Jose Luiz Tejon Megido


Dirige o nucleo de agronegócio da ESPM


Diretor Vice Presidente de Comunicação do CCAS – Conselho Cientifico para a Agricultura Sustentável/Comentarista da Rede EstadãoESPN



Fonte:http://www.agriculturasustentavel.org.br/artigos/os-7-desafios-do-agribusiness-_-a-jornada-dos-proximos-10-anos




Sulfluramida é essencial para os Setores Florestal e Agrícola e não tem substituto.


De 10 a 14 de outubro, realizou-se mais um encontro do Comitê de Revisão dos Poluentes Orgânicos Persistentes (POPRC 7), da Convenção de Estocolmo onde, entre outros assuntos, foi feita a revisão do Guia de Alternativas para o Perfluorooctano Sulfonato e seus derivados (Guidance on alternatives to perfluorooctane sulfonate and its derivatives). Entre essas substancias encontra-se o PFOSF(perfluorooctanesulfonyl fluoride), matéria prima utilizada na fabricação da sulfluramida, ingrediente ativo usado nas formulações das iscas formicidas para o controle de formigas cortadeiras. Neste caso nada mudou, ou seja, no Guia de Alternativas, continua a informação clara e inequívoca de que a sulfluramida é a única opção eficiente para esse controle, não havendo alternativas. 


No encontro, também foi criado um grupo ad hoc para preparar um Documento técnico sobre alternativas para o Perfluorooctano sulfonate e seus derivados em aplicações abertas, onde o uso de iscas formicidas para o controle de formigas cortadeiras está incluído. ABRAISCA – Associação Brasileira das Empresas Fabricantes de Iscas Inseticidas e o Ministério da Agricultura participarão desse grupo, informa o Diretor Técnico da entidade, Edson Dias da Silva, que esteve na reunião em Genebra.


A Convenção de Estocolmo faz parte do Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP) e foi assinada em maio de 2001, entrando em vigor em 2004, com o objetivo de proteger a saúde humana e o meio ambiente frente aos poluentes orgânicos persistentes (POPS).


São 151 países signatários da Convenção de Estocolmo, que em 2009, na reunião das Conferencias das Partes (COP 4) deliberou sobre vários produtos -- entre eles o PFOSF (perfluorooctanesulfonyl fluoride).


Através da decisão SC-4/17 o Perfluorooctane sulfonyl fluoride (PFOSF), intermediário na fabricação de Sulfluramida, foi incluído no anexo B da Convenção de Estocolmo, como uma finalidade aceitável para a produção de Sulfluramida para a fabricação de iscas inseticidas para o controle de formigas cortadeiras Atta spp e  Acromyrmex spp. 


Assim sendo a produção e uso do PFOSF para essa finalidade aceitável, serão permitidos para qualquer Parte (Pais) que notificar a Secretaria da Convenção a sua intenção de produzir ou usá-lo. O Brasil através do Ministério das Relações Exteriores já notificou á Secretaria da Convenção, ou seja a  produção e uso do PFOSF para a produção  sulfluramida para a fabricação de iscas formicidas para o controle de formigas cortadeiras é permitida , não havendo nenhuma determinação legal para  sua eliminação, proibição e nem para  prazo determinado para a substituição.


A necessidade da sulfluramida para o agronegócio nacional 


A sulfluramida, utilizada na forma de isca formicida, apresenta eficiência plena no controle das formigas cortadeiras.


Um inseticida para ser usado na fabricação de iscas formicidas, deve ter características próprias, imprescindíveis para a eficiência do controle: agir por ingestão; ser inodoro e não repelente; apresentar ação tóxica retardada; ser letal em baixas concentrações; e paralisar as atividades de corte (prejuízo causado pelas formigas), logo nos primeiros dias após a aplicação.


Documentos do Governo Brasileiro enviados á Convenção de Estocolmo, deixam claro que sulfluramida é entre os ingredientes ativos, o único que apresenta todas as características necessárias, para um bom funcionamento como isca formicida, o que o coloca como a única opção eficiente para o controle de formigas cortadeiras, sendo, portanto indispensável para o País. 


A manutenção da sulfluramida para o controle de formigas cortadeiras é imprescindível para o agronegócio brasileiro, tendo em vista  a inexistência de alternativas  e a importância do controle das formigas cortadeiras em qualquer empreendimento agrícola ou florestal.


A impossibilidade de usar a sulfluramida como  ingrediente ativo das iscas formicidas pode significar um retrocesso perigoso no controle das formigas cortadeiras, por levar ao uso de produtos de menor eficiência, maior toxicidade ao homem e animais, além do alto risco de impacto ambiental.



Compromisso da busca


Edson Dias da Silva ressalta, ainda, que as empresas associadas da ABRAISCA estão fortemente empenhadas na busca de novos princípios ativos para o controle de formigas cortadeiras, que não só apresentem a mesma alta eficiência e a baixa toxicidade da Sulfluramida (classe IV), mas também características de competitividade em custos.


Para isso, destaca o Diretor Técnico da ABRAISCA, “nossas associadas reforçaram suas atividades de pesquisa e de desenvolvimento de produtos, além de investir de forma crescente e consistente em parcerias com Universidades e institutos de pesquisa, visando um novo salto tecnológico na categoria das iscas formicidas, como foi o próprio surgimento da sulfluramida, tempos atrás.



Com o tema “Levantamento de agrotóxicos obsoletos: produtor rural, nós precisamos de você”, foi lançada neste mês a campanha que tem o objetivo de levantar o estoque de agrotóxicos obsoletos que, porventura, tenham permanecido armazenados nas propriedades rurais paulistas, após proibições de uso da década de oitenta.


A iniciativa público-privada foi viabilizada por uma Resolução Conjunta da Secretaria de Meio Ambiente e da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que instituiu em maio de 2009 um grupo de trabalho interdisciplinar para destinação final de agrotóxicos obsoletos.


Participam do grupo, o Governo de São Paulo, suas Secretarias de Agricultura e Abastecimento (representadas pela CDA e CATI) e do Meio Ambiente (representada pela Cetesb e Centro Regional para a Convenção de Estocolmo) e membros do setor privado, com representantes da Andav, inpEV, Ocesp/Sescoop/SP e Sistema FAESP - SENAR-AR/SP.


Os dados serão levantados a partir das declarações de produtores rurais do Estado e permitirão o planejamento da retirada desses produtos, do meio rural. Mais informações sobre a campanha estão disponíveis no site do InPev, neste link: http://www.agrotoxicosobsoletos.org.br/